quinta-feira, 13 de março de 2008

Convocatória

Convocatória
Tendo presente a necessidade de debater a problemática inerente ao subdesenvolvimento da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a BPR2 convoca a todos os interessados para uma reunião no dia 12 de Março de 2008 no edifício da P.T. com início ás 17h e duração de 20 minutos.
Para debater esta temática irão intervir representantes da CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - Norte) e a Associação de Desenvolvimento Regional Desteque.
A ordem de trabalho será a seguinte:
  • Introdução à problemática a desenvolver na reunião - Bruno Martins - 1 minuto;
  • Planos a curto e médio prazo a implementar na Região e apoios comunitários - Presidente da CCDRN - 4 minutos;
  • Projectos Regionais privados e públicos a implementar e já implementados na região e o seu contributo, real e potencial, para o desenvolvimento regional - Presidente da Desteque - 4 minutos;
  • Discussão - Todos os presentes na reunião - 5 minutos;
  • Conclusão - Bruno Martins - 3 minutos;
  • Plano de acção - Raquel Costa - 3 minutos.

Mirandela, 12 de Fevereiro de 2008

_________________________

(Presidente da BPR2)

Documentos anexos

Presidente da CCDRN

  • Listagem de planos e projectos para fomentar o Desenvolvimento Regional de Trás-os-Montes e Alto Douro;
  • Documentos oficiais dos planos e projectos acima referidos;
  • Estatísticas

Presidente da Desteque

  • Listagem de projectos regionais privados a implementar e implementados na região de Trás-os-Montes e Alto Douro;
  • Listagem de projectos Regionais públicos a implementar e implementados na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro;
  • Documentos oficiais dos projectos acima referidos

quinta-feira, 6 de março de 2008

A Política e as Relações Públicas

As mudanças a nível político, económico e social que têm vindo a acontecer nas últimas décadas puseram um novo desafio às Relações Públicas, o de promoção, nos países em transição política, de uma imagem positiva, não de uma empresa, de um indivíduo ou de uma instituição, mas de um sistema social e económico.
As grandes potências mundiais – EUA, Reino Unido, França, Rússia, Japão e mais recentemente a China – estão a usar a sua diplomacia, cultura, investimentos privados, instituições do domínio do conhecimento e apoios públicos para influenciar outros países e “vender” a sua noção de um sistema social e económico equilibrado e eficiente. Vários são os métodos usados em campanhas deste tipo de forma a “… comunicar directamente com cidadãos de outros países de forma a afectar os seus ideais e por consequência os seus Governos…” (Malone, 1988).
Alguns já foram os casos em que estratégias de Relações Públicas conseguiram, com mais ou menos sucesso, implementar e divulgar um sistema social e económico.
Um dos casos que podemos referir é o do Peru na década de 90, altura em que Alfredo Fujimori tomou poder e implementou um sistema Neo-liberal. Para conquistar o apoio popular Fujimori fundou uma empresa de RP, a PromPeru, e começou uma campanha na qual se procurou moldar a imagem, tanto interna como externa, do Peru: um país de paz, segurança e estabilidade, atractivo a investidores, turistas e negócios. Este enorme esforço de RP deu os seus frutos até certo limite, sendo que o sistema social e económico adoptado não era apoiado por muitos Peruanos. Apesar da contestação de muitos este sistema esteve em poder por uma década, em grande parte graças aos esforços de RP efectuados pela PromPeru.
Também na Alemanha pós 2ª Guerra Mundial, cuja economia estava orientada para o esforço de guerra e as mentalidades “contaminadas” pela política e ideologia Nazi, foram implementadas várias campanhas de RP. Ao longo de 14 anos essas várias campanhas procuraram a aceitação de uma Economia Social de Mercado que era, em 1950, incompreendida por cerca de 56% da sociedade Alemã. Como resultado deste esforço de RP já em 1961, 64% dos alemães apoiavam este sistema político-económico.
É do interesse de várias países “vender” a sua imagem “vendendo” o seu sistema político-económico, mas nenhum deles investe tanto como os EUA. Um dos exemplos da actividade Americana neste campo é a elevada quantia gasta anualmente (cerca de 80 milhões de dólares) no apoio á oposição ao sistema político liderado por Fidel Castro, em Cuba.

Orientações Práticas Para o Desenvolvimento de uma Estratégia de Relações Públicas


Delimitar o Campo de Acção
  • Os media exercem um papel fundamental na divulgação e promoção dos vários tipos de eventos;
  • É através dos media que conseguimos captar a atenção dos potenciais participantes, e poderes instituídos;
  • Estes exercem maior poder junto das comunidades sociais ou profissionais dispersas;
  • E tem também como objectivo divulgar os resultados conseguidos para que estes eventos obtenham o reconhecimento pela sociedade.

Escolher os interlocutores

  • A atenção focada a cada projecto deve ser simultaneamente externa e interna;
  • Elaboração da lista dos mais importantes órgãos de comunicação social, não esquecendo os órgãos de comunicação locais e de suporte electrónico;
  • A inclusão de agências de informação na lista é igualmente pertinente;
  • Se a acção for direccionada a uma comunidade delimitada pode-se incluir uma folha informativa para que esta acompanhe o projecto;
  • Não se deve descuidar a acção das relações públicas dentro da própria estrutura do projecto com contactos pessoais ou com a criação de uma newsletter.

Definir a duração temporal da campanha

  • Esta pode ser continuada ou interpolada ou seja ao longo de toda a acção ou ter pontos altos de divulgação conforme os picos de acção;
  • São necessários três pontos:
    - Disponibilidade de meios económicos e humanos;
    - Duração do projecto;
    - Distância física em relação ás sedes ou delegações dos órgãos de comunicação social.
  • Os projectos que tem uma duração de tempo elevado tem mais vantagens se funcionarem em picos de acção e permite direccionar esforços e poupar energias.

Elaborar uma lista de contactos

  • È necessário que a informação chegue aos órgãos de comunicação social, para isso a informação deve ser endereçada á secção ou editoria correcta;
  • Nunca se deve esquecer o envio dessa informação para os serviços de agenda dos órgãos de informação;
  • Deve-se organizar uma lista de contactos com moradas, telefones e endereços electrónicos dos vários meios de comunicação e alguns jornalistas;
  • Se um projecto abarcar uma comunidade territorial deve-se valorizar a comunicação com autarcas, comerciantes e outros profissionais que tenham contacto regular com a comunidade.

Escolher o responsável pelas relações públicas

  • O responsável pela campanha deve ser alguém que conheça o projecto na integra;
  • Deverá estar capacitado para responder às variadas questões que cada jornalista quiser colocar.

Preparar os elementos de Campanha

  • Possuir material físico de divulgação, tais como:

- Desdobráveis;

- Fotografias de monumentos significativos;

- Biografias dos orientadores do projecto.

domingo, 2 de março de 2008

O que realmente é Relações Públicas

Vivemos numa sociedade, e como tal as organizações, sejam estas de que natureza forem, não se podem isolar… Têm de interagir com tudo o que as rodeia…

"Relações Públicas é a actividade e o esforço deliberado, planeado e contínuo para estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma organização e os grupos de pessoas a que esteja, directa ou indirectamente, ligada."
(Instituto Britânico de Relações Públicas)


“O seu objectivo não é vender um produto, mas delinear uma imagem favorável de uma empresa e melhorá-la, se necessário.” (Max Adler)


“A função empresarial que dispensa a mesma atenção, organizada e cuidada, ao valor da boa reputação (imagem), que é dada aos outros principais vectores do negócio” (John Hill).


Destas definições, retiradas do livro Mercator (1996) podemos retirar a preocupação basilar das relações Públicas, criar relações de confiança entre os diversos públicos e as organizações.

Desde os primórdios da civilização humana que existem evidências de acções de Relações Públicas, mas foi no inicio do séc. XX que esta começa a ganhar as delineações com as quais a conhecemos hoje.

O primeiro grande impulsionador das Relações Públicas foi o americano Ivy Lee que contribui para esta disciplina da comunicação, através das suas acções como “assessor de imprensa” para o multimilionário Rockfeller, na tentativa bem sucedida de mudar a imagem deste, junto do público americano.

Como já referimos o principal objectivo das Relações Públicas é a criação de uma imagem positiva da organização junto da comunidade em que se insere, em geral, e os seus públicos em particular.
Para tal a função Relação Pública procura:
  • Aumentar a credibilidade e notoriedade da empresa, seus produtos e serviços;
  • Criar uma boa comunicação interna, envolvendo plenamente os colaboradores nas actividades da empresa;
  • Criar um sentimento de pertença;
  • Estimular as vendas;
  • Melhorar a imagem da empresa e das suas marcas;
  • Desenvolver uma atmosfera de confiança com os órgãos de comunicação social;
  • Ter uma atitude preventiva e controladora de crises;
  • Ouvir o feedback por parte dos diversos públicos;
  • Fomentar e desenvolver uma relação positiva com a comunidade local;


De acordo com a Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade (APAP) podemos subdividir a profissão de relações públicas em três estádios profissionais distintos:

  • Relações Públicas (Sénior) – é a pessoa que têm como funções o estudo, planeamento, execução e controlo de acções de divulgação e comunicação e o feedback dos públicos.
    Este tem ainda a função de estabelecer canais de comunicação entre a administração, o público interno (colaboradores da empresa) e externo.
    No interior da empresa estes são responsáveis pela comunicação interna, com a imagem que os colaboradores têm da organização e com a cultura organizacional.
    A nível externo recaí sobre este a responsabilidade de definir os valores institucionais da organização que devem atingir os públicos – alvo. Como tal o relações públicas (sénior) colabora na preparação das estratégias de Marketing e Publicidade e nos contactos com os media.
  • Relações Públicas (Júnior) – realiza tarefas intrínsecas à função de técnico de Relações Públicas, em colaboração o Relações Públicas (Sénior)
  • Relações Públicas (Estagiário) – auxilia os técnicos de Relações Públicas, preparando – se assim para essa função.


O relações públicas vai ser o elo de ligação entre a empresa e os seus públicos, tanto externos como internos, e para tal este deve possuir um conjunto de características, nomeadamente:

  • Extrovertido
  • Empreendedor
  • Criativo
  • Motivador
  • Auto – confiante
  • Facilidade de comunicação com terceiros
  • Polivalente
  • Auto – didacta
  • Persuasivo

A noção de Relações Públicas surge em Portugal na década de 60 do século passado. Apesar das décadas passadas entretanto é uma profissão que ainda hoje sofre de equívocos que prejudicam a noção, por parte dos portugueses, da sua real função e objectivos. Para muitos portugueses ser Relações Públicas é ser anfitrião de festas, alguém conhecido pela comunidade e chamariz para certos eventos. Esta visão redutora do que realmente a profissão de Relações Públicas abarca tem várias origens, entre as quais podemos salientar a pobre tradução do termo anglo-saxónico “Public Relations” para Relações Públicas e a falta de legislação que credencie e defina o que é e o que faz um RP.


O termo Relações Públicas pode englobar inúmeros significados e como tal possui uma ambiguidade que originou a sua utilização para várias áreas que envolvessem simplesmente “relações” e “público”, criando assim um equívoco que já dura á décadas.